Apresentação

Quem nunca leu, viu ou ouviu em jornais notícias sobre assassinatos de jovens? Quem de nós nunca testemunhou atos racistas, machistas ou homofóbicos contra as juventudes? Quantos de nós já tivemos um parente, amigo ou conhecido jovem vítima de alguma forma de violência? Para além dessa percepção cotidiana, estatísticas recentes têm comprovado que a juventude é, de fato, um dos segmentos sociais mais vulneráveis à violência. Nesse universo de violações, é alarmante a incidência da violência homicida, que atinge especialmente jovens negros do sexo masculino, moradores das periferias e áreas metropolitanas dos centros urbanos.

Atento a essa realidade, o Fórum das Juventudes da Grande BH elegeu o enfrentamento à violência contra @s jovens como sua principal bandeira de lutas, entendendo que qualquer negação ou violação de direitos por parte da família, da sociedade ou do próprio Estado se configura como uma forma de violência. Desde o início de 2012, várias ações têm sido desenvolvidas com o objetivo de pautar publicamente o tema, reivindicar políticas públicas com esse enfoque e mobilizar jovens, coletivos e organizações sociais que atuam na área.

Em 2014 realizamos o seminário “Juventudes contra Violência”, que aconteceu nos dias 21 e 22 de fevereiro no Espaço CentoeQuatro. Com o evento, buscamos fortalecer as redes de defesa dos direitos de adolescentes e jovens e aprofundar o controle social nesse campo de lutas, além de discutir horizontes de atuação conjunta. Além disso, foi possível realizar o intercâmbio de experiências educativas e de mobilização relacionadas ao tema. A programação contou com exposições dialógicas, painéis temáticos e atividades culturais. Na ocasião, também lançamos o jogo educativo “oKupa: juventude, cidadania e ocupação da cidade”, que foi distribuído gratuitamente aos/às participantes.

O seminário “Juventudes contra Violência” contou com a parceria da Associação Imagem Comunitária (AIC) e do Instituto C&A e teve o apoio do CentoeQuatro, espaço onde aconteceram as atividades.

Nosso grito continua: juventude sem direitos é juventude violada! Basta de violência contra as juventudes!

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